O MUNDO ROMANO
DA REPÚBLICA AO IMPÉRIO Para compreender melhor toda a grandiosidade do mundo romano, através das moedas, devemos olhá-lo sob dois grandes períodos de sua história: a Republica e o Império. > Julius Caesar 49 a.C. - 15/03/44 a.C. > Augustus 16/01/27 a.C. - 19/08/14 d.C. > Tibérius 19/08/14 - 16/03/37 > Calígula 16/03/37 - 24/01/41 > Cláudius 25/01/41 - 13/10/54 > Nero 13/10/54 - 09/06/68 > Galba 03/04/68 - 15/01/69 > Otho 15/01/69 - 17/04/69 > Vitellius 02/01/69 - 20/12/69 > Vespasianus 01/07/69 - 24/06/79 > Titus 24/06/79 - 13/09/81 > Domitianus 13/09/81 - 18/09/96 CRONOLOGIA
TABELA DE VALORES DAS MOEDAS REPUBLICANAS EM BRONZE (CAST COINAGE – MOEDAS FUNDIDAS)
TABELA DE EQUIVALÊNCIA DE VALORES NO PERÍODO IMPERIAL
TABELA DE EQUIVALÊNCIA AMPLIADA
O PERÍODO ÁUREO DA NUMISMÁTICA ROMANA Os dois primeiros séculos do império romano formaram o que a numismática denomina de período clássico ou o “período áureo” na cunhagem de moedas do mundo romano. A moeda é utilizada como autopromoção do governante e demonstra com clareza o fator secundário da mesma - a propagação do império nos territórios conquistados. Na verdade, os imperadores romanos espelharam-se no maior conquistador macedônico que se utilizou da moeda como o principal meio de propaganda de seus feitos – Alexandre III, o Grande (336-323 a.C.), o primeiro monarca representado em moedas. O sestertius aparece como um dos principais exemplos da moeda forte e símbolo do poderio econômico de Roma. Cunhada em bronze e com peso variando entre 20 a 30 gr. o sestertius foi a maior representação da numária romana. A preocupação com a representação da figura do imperador e dos desenhos bem elaborados dos reversos consagrou de forma brilhante o trabalho dos artistas latinos na técnica de cunhar moedas - item que faltava na grandiosidade do império.Nesse período, verifica-se um vasto número de reversos com a representação de divindades, personificações, vitórias em batalhas, monumentos, animais exóticos, retratos familiares e realizações do governante e de seus ancestrais.É nesse período também, que Roma passa a produzir o maior número de moedas em ouro e prata: O aureus e o denárius assumem papel relevante na economia do império. O sistema monetário romano é respeitado por todos os povos e o comércio do Mediterrâneo passa a se balizar na estrutura criada por Roma em paralelo ao padrão criado pelos gregos – o drachma. OS DENÁRIUS E OS ANTONINIANUS O denárius foi criado em 211 a.C. durante o período republicano e originou-se do antigo sistema monetário grego, introduzido em 280 a.C. com a
denominação de didrachm (2 drachmas). O antoninianus foi introduzido no sistema monetário romano pelo imperador Caracalla em 215 d.C. com o valor de dois denarius. Essa denominação refere-se a nomenclatura utilizada por Caracalla: argenteus antoninianus, associada ao próprio nome do imperador (Marcus Aurelius Antoninus). O denárius possuía uma pureza em torno de 96% do material empregado enquanto que o antoninianus iniciou-se com uma pureza em torno de 50% chegando a menos de 10% no final do séc. III d.C. A primeira grande desvalorização do sistema monetário romano ocorreu no governo de Nero, reduzindo a pureza da prata nos denárius de 96 para 88%. As diferenças básicas às denominações da moeda de prata romana restringiam-se ao peso e a pureza do metal empregado. O antoninianus foi criado a base de 2 denárius, porém com peso de1 ½. Quanto à característica visual, a diferença básica refere-se a apresentação do busto do imperador coroado. Nos denárius, a característica do busto do imperador se apresentava com coroa de louros, enquanto que nos antoninianus o busto do imperador era representado com coroa irradiada e as imperatrizes com uma lua crescente abaixo do busto.
PROVÁVEL RELAÇÃO PÓS-REFORMA
A DIVISÃO DO IMPÉRIO Em 364 d.C., após incessantes assédios de povos bárbaros, o império foi dividido entre dois reinantes: Valentinianus I que passou a governar o império no ocidente e seu irmão Valens que governou o império romano no oriente, sendo assassinado em 378 pelos Godos em Hadrianopolis.
Após a divisão do império romano em quatro regiões administradas independentemente por Diocleciano e por três outros governantes, em 308 d.C., essas regiões foram unificadas, duas a duas, formando o Império Romano do Ocidente, com sede em Roma e o Império Romano do Oriente, com sede na cidade de Bizâncio, posteriormente denominada Constantinopla, atual Istambul. Uma seqüência de ataques bárbara culminou com a queda do império romano do ocidente. Numa sucessão de ataques, os bárbaros - Vândalos, Suevos, Godos, Visigodos e Saxões, finalmente conseguiram invadir e dominar Roma e toda sua majestade. O Império Romano do Oriente, posteriormente denominado Bizantino, retomou os territórios ocupados pelos bárbaros e sucumbiu ao poder muçulmano em 1453. As moedas desse período retratam uma certa decadência na arte da cunhagem, com a representação do imperador de forma mais simplificada, redução significativa do peso e da dimensão das moedas, alta repetitividade dos motivos representados nos reversos. O ouro ainda é o principal metal utilizado nas moedas de grande valor, porém as moedas de cobre e prata são as de maior quantidade em circulação. Com técnicas de desenho bem próximas ao estilizado, as moedas romanas desse período já não representam a grandiosidade do que foi o Império Romano na época de Trajanus, porém retratam a religiosidade dos imperadores, da força do exército, da confiança do povo, da vestimenta da época e por vezes, a evolução dos estilos arquitetônicos demonstrados na representação de castelos, que muito se assemelham aos da Europa na Idade Média. Verifica-se nesse período, uma importante mudança na representação da figura do governante. O imperador apresenta-se de frente, com peitoral, coroa e lança – características que viriam ser preponderantes no sistema monetário da época e nas principais moedas de seus sucessores – os imperadores bizantinos. SOBRE A COLEÇÃO A coleção de moedas do Mundo Romano, da mesma forma que a de moedas do Mundo Grego, pode ser contemplada de acordo com a temática preferida pelo numismata: Ø Moedas do período de formação de Roma (AES Rude, Signatum e Grave);Ø Moedas do período republicano em prata, ou bronze (Famílias); Ø Imperadores Ø Imperatrizes e familiares; Ø Os doze Césares; Ø Penteados e vestimentas da época; Ø Divindades e personificações; Ø Mitologia; Ø Casas da Moeda; Ø Fauna (animais, animais mitológicos, peixes, conchas); Ø Flora (flores, frutas, plantas e árvores); Ø Transportes - navios e carruagens (bigas, quadrigas); Ø Artefatos náuticos e bélicos (armas); Ø Templos, Palácios e Fortificações; Ø Utensílios domésticos e profissionais (vasos, ferramentas) ; Ø Símbolos e instrumentos médicos e religiosos; Ø Astronomia (constelações, cometas, sol); Ø Tipos de alfabetos; Ø Metais;
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